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Violência Sexista: Denunciar é Preciso!

violencia a mulherAgressões físicas e verbais, homicídios, abusos sexuais dos mais “simples” até os mais horrendos, enfim, diversas são as práticas de violência a mulher, que vem desde a idade média até os dias atuais. Atitudes como essas, são caracterizadas como violência sexista.

A violência sexista é quando a mulher sofre simplesmente por ser mulher, sendo cometida por um homem, e que muitas das vezes têm como base as diferenças existentes entre os gêneros (homens e mulheres).

As manifestações de violência sexista são pressões psicológicas, maus-tratos físicos, abusos, espancamentos, piadas, humilhações, acusações, assédio sexual, estupro, assassinatos, etc. Para tais atitudes o homem utiliza da força física, como também de ameaças. O pior de tudo é que na maioria das vezes a violência a mulher costuma acontecer dentro de seu convívio, sendo através do seu marido, namorado, pais, parentes, colegas de trabalho e “amigos”.

violencia-domesticaSegundo os dados mundiais, o risco de uma mulher ser violentada, agredida em seu próprio lar pelo companheiro ou ex-companheiro é nove vezes maior do que isso pudesse ocorrer fora do seu lar. E mais, de acordo com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), a cada 15 segundos uma mulher é violentada fisicamente por um homem, 70% das mulheres sofrem agressões do próprio parceiro. Infelizmente, Pernambuco é o estado com maior índice de homicídio e violência a mulher no Brasil.

Graças à coragem de muitas mulheres que denunciam qualquer ato de violência sexista, atitudes são tomadas com os agressores e conseqüentemente melhorias acontecem em todos os aspectos. Em decorrência disso, em 2007 o Movimento de Mulheres como também todas as mulheres brasileiras obtiveram uma enorme conquista que foi a criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06). Com a lei Maria da Penha em vigor a violência doméstica e familiar contra as mulheres é considerada um crime. Atribuindo assim, a devida importância a gravidade da situação que as mulheres vinham enfrentando. Mas apesar de todas essas conquistas, infelizmente muitas mulheres ainda deixam de prestar queixa seja por medo, vergonha ou sentimento de culpa. Contribuindo assim com a impunidade e que novos casos possam ocorrer a sua pessoa.

maria-da-penhaUm caso que repercutiu a nível nacional e sendo classificado como violência sexista pela UNE (União Nacional dos Estudantes), foi à maneira que estudantes da Universidade Bandeirantes (Uniban) de São Bernardo do Campo (SP), hostilizaram uma estudante de turismo, pelo simples fato da estudante ter ido à universidade de vestido curto. A “menina” teve que ser escoltada pela Polícia Militar até a sua residência, pois o alvoroço foi imenso. Sendo xingada, encurralada e agredida por outros estudantes. E se não bastasse, os agressores filmaram o incidente e espalharam pela internet. Desde então, a vítima não tem mais freqüentado as aulas, trabalho e evitando até de sair na rua. Para a entidade o incidente revela a “opressão que as mulheres sofrem cotidianamente, ao serem consideradas mercadoria e tratadas como se estivessem sempre disponíveis para cantadas e para o sexo”. A UNE também pede penalidade para os estudantes envolvidos no acontecimento.

violencia-sexistaPortanto, Denunciar é preciso! Essa é a principal ação para diminuir o número de mortes e agressões a mulher. Mulheres vítimas de violência sexista não devem ficar caladas, colocar a boca no trombone é estar contribuindo para que agressores não fiquem impunes.

 
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