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Homossexualismo Nas Forças Armadas: Assunto Tem Gerado Polêmica.

livre-arbitrioDesde a criação do mundo o livre-arbítrio foi colocado para o ser humano, mas na prática realmente esse conceito só foi seguido e respeitado de uns anos para cá. E hoje é até “fora de moda” alguém discriminar um ser humano pelas suas devidas escolhas. Dentre esse conceito está à escolha sexual do individuo, que atualmente o homossexualismo apesar de ser um tema um muito polêmico, está sendo discutido com mais freqüência, inclusive nas áreas profissionais. Na qual sabemos que uma pessoa não vai deixar de exercer as atribuições de determinada função por apenas ser homossexual.

Mas na área militar a presença de gays e lésbicas é um tema bastante discutido no Brasil e até recriminado, já que é uma área onde a “masculinidade” opera em quase todos os lados. Como exemplo disso, na ultima quarta-feira (03/2) o General Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, que foi indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), afirmou que soldados não obedecem a comandantes homossexuais.

0,,35805378-FMM,00De acordo com o General Cerqueira Filho, as atividades exercidas pelas Forças Armadas não são adequadas a homossexuais. E que talvez exista outro ramo de atividade que o militar homossexual possa exercer. Disse mais, que Guerra do Vietnã revelou que militares homossexuais não teriam condições de liderar tropas. O comando, sobretudo em combate, apresenta uma série de características, e um delas é essa, de comandar tropas. Segundo ele, o soldado, a tropa, fatalmente não irá obedecer a um comandante homossexual. “Está sendo provado, na Guerra do Vietnã, tem vários casos exemplificados, que a tropa não obedece normalmente indivíduos desse tipo”, declarou.

Essas declarações feitas pelo General foram ditas durante a audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e Eduardo Suplicy (PT-SP), levantaram perguntas a respeito e questionando sobre o assunto para os dois militares indicados a uma vaga no STM, General Cerqueira Filho e o Almirante Álvaro Luiz Pinto. “Vossas excelências são favoráveis ao ingresso de homossexuais em qualquer das forças e acham que essa polêmica tem razão de ser?”, indagou Demóstenes. Suplicy quis saber se o militar defendia a exclusão de homossexuais das Forças Armadas.

Por sua vez, como resposta o almirante Luiz Pinto disse que não via problema, desde que o militar conservasse “sua dignidade”. Luiz Pinto fez uma comparação com que aconteceu dentro da igreja na França há muito tempo atrás com a mesma pergunta. “O teólogo pensou, pensou, pensou e respondeu: ‘Não tenho nada contra, desde que ele faça uso do voto da castidade, que é um dogma da Igreja’. Eu acho que fazendo uma similaridade com as Forças Armadas, eu não tenho nada contra desde que o militar homossexual sustente sua dignidade, a dignidade da farda, do cargo e do trabalho que executa. Se ele exercer sua dignidade, sem nenhum problema.”HOMO

A questão sobre aceitação de homossexuais nas Forças Armadas não é exclusividade das tropas brasileiras. Nos EUA, por exemplo, o tema está sendo discutido no governo. O secretário de Defesa do país, disse nesta terça-feira (2) perante o Senado que irão estudar uma provável anulação de uma lei de 1993 na qual proíbe o ingresso de homossexuais nas Forças Armadas do país.

Mas existem também países que aceitam abertamente homossexuais nas Forças Armadas, como é o caso da França, Holanda, Irlanda, Itália, dentre outras.

 

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