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No Brasil as estatísticas mostram que aproximadamente 15 milhões de pessoas apresentam algum tipo de necessidade especial. Desse total, no mínimo 90% das crianças em educação básica lidam com algum tipo de dificuldade de aprendizagem referente à linguagem, entre elas a dislexia é que vem apresentando maior índice.
A dislexia é uma série de alterações neurológicas que fazem com que a criança apresente dificuldade na leitura e na escrita. Uma pessoa que não tem dislexia, o cérebro reage da seguinte forma (observe a figura abaixo): Na hora em que a criança está lendo, uma área no lado esquerdo é acionada (cor amarela), na qual se dá a identificação das letras. Outra parte (cor laranja) faz o cérebro entender o significado da palavra e por fim, uma terceira área (cor vermelha) mais na frente processa toda essa informação. Já uma pessoa com dislexia as áreas atrás e do meio (cor amarela e laranja) são menos ativadas do que o normal, então para compensar isso nos disléxicos, à parte da frente (vermelha) é forçada a trabalhar mais e até o lado direito é acionado durante o ato da leitura.
Uma criança com dislexia sofre bastante na escola durante o processo de alfabetização. A criança se esforça, porém apresenta a dificuldade na hora de unir as letras compondo as sílabas e posteriormente no momento de fazer a união dessas sílabas construindo as palavras, comprometendo assim a sua escrita e a sua leitura. Com isso muitas das vezes sendo taxado de preguiçoso ou burro, e o pior, na maioria das vezes a crianças acaba acreditando nisso.
As características mais evidentes da dislexia são: Dificuldade na hora de ler e escrever, dificuldades para soletrar ou para nomear objetos e pessoas, memória imediata atrasada, desordem entre os lados direito e esquerdo, grande dificuldades para aprender a segunda língua, dificuldade para organização geral e comprometimento emocional.
Por outro lado, alguns disléxicos apresentam o lado artístico bastante aguçado e outros com o pensamento científico muito desenvolvido. Como exemplo disso, há uma enorme lista de personagens geniais apresentados como disléxicos, tais como: Da Vinci, Michelangelo, Van Gogh, Pablo Picasso e atores célebres, como Whoopi Goldberg, Robin Williams e Tom Cruise que, assumindo ter dislexia, utiliza um recurso para memorizar as falas. Que é de ler o texto, gravar a própria fala e depois decorar auditivamente.
A dislexia não é uma doença e sim uma característica genética, desenvolvida entre 16 e a 24 semanas de gestação do feto e que essa disfunção tem atingindo mais meninos do que meninas. De acordo com a associação brasileira de dislexia, a disfunção é hereditária, atingindo 17% da população mundial.
A dislexia pode e deve ser tratada para que não haja maiores conseqüências. Já que o disléxico pode apresentar grande timidez, podendo até desenvolver quadro depressivo. O tratamento é com base na estimulação do cérebro para que entenda as letras de forma correta, na qual os fonoaudiólogos estimulam a leitura através de jogos com letras e sílabas. O diagnostico precoce geralmente é realizado através de uma equipe multidisciplinar (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, etc.), que é de grande importância para que a criança tenha uma melhora no seu aprendizado, não sofra problemas como baixa auto-estima e socialização, podendo assim ter uma vida mais normal possível.
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Não sei nada sobre o assunto, eu estou apavorada, principalmente sem saber como ajuda-la nos deveres de casa